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Maestro Ernani Aguiar e Academia Orquestra Ouro Preto fazem única apresentação no Museu Boulieu

Ícone da música de concerto no Brasil comanda jovens talentos do programa de formação da Orquestra no dia 4 de dezembro, às 11h, com entrada gratuita

A formação de jovens talentos para o desenvolvimento da música de concerto passa, necessariamente, pelo encontro com grandes mestres. E é assim que podemos definir o Maestro Ernani Aguiar, um dos mais atuantes musicistas do país, que terá a missão de reger os músicos da Academia Orquestra Ouro Preto em um concerto especial no próximo domingo, dia 4 de dezembro, às 11h, no Museu Boulieu, em Ouro Preto, com entrada gratuita.

Ernani Aguiar é um dos principais nomes da regência orquestral no Brasil, compositor, pesquisador e professor na Escola de Música da UFRJ, além de ministrar cursos no Brasil, na Venezuela e na Itália. Vários de seus ex-alunos já ocupam lugares de destaque na regência. Detentor de diversas condecorações e vários prêmios por suas gravações como regente, Ernani Aguiar tem composições que já foram apresentadas em mais de sessenta países de todos os continentes, contando com grande número de gravações.

No concerto que será executado pela Academia Orquestra Ouro Preto, o repertório apresenta uma variedade de escolas e níveis de complexidade que só músicos com uma formação sólida são capazes de realizar. É justamente essa vivência artística a proposta do projeto fundado em 2019 com o objetivo de dar oportunidade a jovens talentos para que experimentem a prática orquestral dentro de uma instituição reconhecida.

Além do desenvolvimento técnico musical, os bolsistas ainda têm oportunidades práticas em concertos com a presença do público, além da possibilidade de participarem dos projetos desenvolvidos pela Orquestra Ouro Preto ao longo do ano. Atualmente, seis ex-alunos são protagonistas da formação principal e passaram por essa fase preparatória dentro da Academia antes de ingressarem oficialmente no corpo musical.

SOBRE A ACADEMIA ORQUESTRA OURO PRETO

O programa de formação de jovens músicos da Orquestra Ouro Preto foi fundado em 2019, com o objetivo de oferecer a jovens talentos a oportunidade de uma vivência artística completa. Participar da Academia é uma experiência única, gerando encontros enriquecedores com músicos e professores de reconhecida excelência e com uma ajuda financeira fundamental para que possam se dedicar com ainda mais ênfase aos estudos.

Além de ensaios semanais, os alunos aprendem com, talvez, o melhor dos professores, o palco. Entre gravações, concertos e aulas, os alunos absorvem, diretamente da fonte, lições riquíssimas com os líderes de naipes da Orquestra, o Maestro Rodrigo Toffolo e, muitas vezes, ícones da música brasileira, como o Maestro Ernani Aguiar, que são convidados eventualmente para projetos.

A Academia Orquestra Ouro Preto se apoia em conceitos e pilares como o desenvolvimento técnico musical; o desenvolvimento da prática de execução em público; trabalhar a ansiedade na performance; conceituação da sonoridade em instrumentos de cordas e percussão; ferramenta didático-pedagógica para músicos e professores; desenvolvimento de repertório específico para a Orquestra Ouro Preto e a formação de uma rede de desenvolvimento entre os participantes.

Alice Caymmi é a próxima convidada para bate-papo musical no Museu Boulieu

Diversidade: de sons e temas. O programa “Sílabas e Sons” traz para Ouro Preto, em novembro, a multiartista Alice Caymmi.

Neta de Dorival Caymmi, Alice já nasceu respirando musicalidade. É cantora, compositora e atriz. Estreou nos palcos compondo e cantando com apenas 10 anos. Lançou seu primeiro álbum autoral em 2012, no qual se encontra o sucesso “Tudo Que For Leve”, música que se tornou tema de fim de ano da GNT em 2017.

Com uma trajetória extensa e de tirar o folego, Alice já participou de parcerias com inúmeros artistas, entre eles, Pabllo Vittar, Luisa Sonza e Fafá de Belém. Em 2015, subiu ao Palco Sunset, no Rock in Rio e recebeu inúmeros elogios da crítica e do público, em 2016, lançou “Rainha”, DVD que por meio de uma estética moderna e dramática, levou ao Prêmio da Música Brasileira. Em sua trajetória, vários momentos memoráveis, entre eles uma apresentação cantando ao lado do pai Danilo Caymmi nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, em 2007, no qual apagaram a pira olímpica no encerramento.

O programa “Sílabas e Sons” conta com a curadoria do professor da PUC Rio, Júlio Diniz, Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas, que também faz a condução dos bate-papos musicais protagonizados por artistas diversos. A Orquestra Jovem de Ouro Preto, apadrinhada pela instituição, se apresenta em todas as edições do programa.

Os ingressos para o bate-papo já estão sendo trocados na bilheteria do Museu por 1kg de alimento não perecível ou um agasalho. Todas as doações arrecadadas são encaminhadas à Secretaria de Ação Social de Ouro Preto.

O Museu Boulieu conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Ouro Preto.

Programa “Sílabas e Sons” do Museu Boulieu apresenta Eduardo Dusek , um encontro de música e bom humor

Para fechar a programação cultural do Museu Boulieu deste mês, o Centro Cultural recebe o multiartista Eduardo Dussek. Sucesso desde os anos 80, Dusek é cantor, compositor, ator, pintor e pianista.

Eduardo Dussek possuiu uma trajetória de muitas facetas. Começou a sua vida artística ainda muito jovem, aos 15 anos, quando, como pianista, participava de peças teatrais. Algum tempo depois, despertou o interesse pela composição, assim começou a escrever as letras de suas músicas se apresentando em uma formação que foi, inclusive, apadrinhada por ninguém menos que Gilberto Gil.

Dusek criou uma forma muito peculiar e autêntica de compor, mesclando sátira e humor em suas letras. Algumas de suas composições foram cantadas por figuras renomadas como o Ney Matogrosso. Dentre suas obras, podemos destacar os sucessos “Nostradamus”, “Doméstica” e “Cantando no Banheiro”.

O programa “Sílabas e Sons” do Museu Boulieu conta com a curadoria do professor da PUC Rio, Júlio Diniz, Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas, que também faz a condução dos bate-papos musicais protagonizados por artistas diversos. A Orquestra Jovem de Ouro Preto, apadrinhada pela instituição, se apresenta em todas as edições.

Os ingressos para os eventos culturais já podem ser trocados na bilheteria do Museu por 1kg de alimento não perecível ou um agasalho. Todas as doações arrecadadas são encaminhadas à Secretaria de Ação Social de Ouro Preto.

O Museu Boulieu conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Ouro Preto.

Museu Boulieu oferece programação cultural gratuita para as crianças

Histórias, músicas, aprendizados e muita diversão. Em outubro, a programação cultural do Museu Boulieu é especial para os pequenos, afinal é o Mês das Crianças.

Os domingos, dias 9 e 23, serão recheados de atividades. No dia 9, Marcelino Xibil Ramos apresenta “Causos para gente miúda”, que reúne uma coletânea de causos especialmente pensados para o público infantil. Já a equipe do setor educativo do Boulieu oferece a oficina “Estampando o Barroco em Cores”, para crianças de 7 a 11 anos.

A oficina propõe que as crianças recriem e reinterpretem a história que estão ouvindo por meio de desenhos de forma coletiva, tendo como resultado um grande painel.

No domingo, dia 23, será a vez  da Cia 2×2 apresentar o espetáculo “A viagem de um barquinho”, um espetáculo que conta a história de um barquinho que percorre o rio descobrindo diversos problemas ambientais e ressaltando a importância de cuidar das águas do planeta. Neste dia, o Educativo oferece a oficina “Entre Histórias e Formas”, para os pequenos de 4 a 6 anos.

Nesta atividade, além de conhecer sobre a história e a arte, a oficina se preocupa em viabilizar meios que conscientizem as crianças quanto a reutilização do seu guarda-roupa. Por meio da técnica de xilogravura, as crianças vão aprender a estampar camisas com elementos barrocos que remetem a expografia da instituição.

E se tem diversão, também têm gostosuras com pipoca e algodão doce liberados para o público.

As oficinas têm vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas nos dias e horários de funcionamento do Museu até os sábados que antecedem as atividades pelo telefone (31) 3350-5246 ou pelo e-mail educativo@museuboulieu.

Toda a programação do Museu Boulieu conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Ouro Preto.

Zezé Motta, Elisa Lucinda e Leila Maria trazem a força e o talento da mulher negra para o programa “Sílabas e Sons”

Diversidade, inclusão e representatividade! Em setembro, o Museu Boulieu fala sobre resistência e grandes sucessos em sua programação cultural. Desta vez, o centro cultural recebe as multiartistas Zezé Motta, Elisa Lucinda e Leila Maria em bate-papos musicais de tirar o fôlego, no programa “Sílabas e Sons”.

Na quarta-feira, dia 21, Zezé Motta traz um pouco da sua história e fala dos caminhos percorridos por ela na vida e na carreira. A artista, que se divide em muitos talentos, tem mais de 50 anos de carreira dedicados à arte e à cultura. Quem não se lembra dela na icônica personagem Xica da Silva? Mas sua trajetória não começa aí, desde muito nova, já atuava no teatro e em outras expressões artísticas.

Já no dia 28, Elisa Lucinda e Leila Maria transbordam talento com muita música. Juntas, contarão um pouco de suas vidas, trabalhos e conquistas.

Lucinda reúne muitas experiências artísticas em sua jornada, é poetisa, jornalista, escritora, cantora e atriz brasileira. Conhecida pelas suas músicas e atuações na tv, no cinema e no teatro, recebeu também um Kikito no Festival de Gramado pelo filme “Por que Você Não Chora?”, e na categoria Teatro, recebeu o troféu Raça Negra.

Leila Maria segue uma trajetória parecida, com mais de 30 anos de carreira, é jornalista, cantora e professora de inglês. Dona de talento nato, a artista carioca foi vice-campeã do programa global “The Voice +” em 2021. A artista, no meio musical, já trabalhou com ícones como Ed Motta, com quem dividiu uma das faixas do CD Dwitza (Universal).

O programa “Sílabas e Sons” do Museu Boulieu conta com a curadoria do professor da PUC Rio, Júlio Diniz, Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas, que também faz a condução dos bate-papos musicais protagonizados por artistas diversos. A Orquestra Jovem de Ouro Preto, apadrinhada pela instituição, se apresenta em todas as edições.

Os ingressos para os eventos culturais são trocados na bilheteria do Museu por 1kg de alimento não perecível ou um agasalho, sempre a partir dos sábados que antecedem as produções. Todas as doações arrecadadas são encaminhadas à Secretaria de Ação Social de Ouro Preto.

O Museu Boulieu, que acolhe a coleção de obras barrocas doada por Jacques e Maria Helena Boulieu, conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Ouro Preto.

Música, literatura, circo, teatro e cinema recheiam programação cultural do Museu Boulieu em agosto

Um Centro Cultural vivo e diverso, assim é o Museu Boulieu. Neste mês, a instituição abre as suas portas para as artes em suas mais diversas formas, oferecendo uma programação cultural de tirar o fôlego. Toni Garrido, Paulinho Moska e Cia La Mínima embarcam nos “Caminhos da Fé” e nos levam em uma viagem pela cultura.

Já nesta sexta-feira, dia 12, às 19h, abrindo a programação, a Companhia de Circo e Teatro La Mínima apresenta o espetáculo “Rádio Varieté”. Logo após, acontece o lançamento do livro “Domingos Montagner – O espetáculo não para”, escrito por Oswaldo Carvalho, que traz uma biografia ilustrada do ator, que foi um dos fundadores da Cia. O Museu Boulieu apoia o evento, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale e faz parte do projeto comemorativo pelos 25 anos de atuação da Cia.

Na quarta-feira, dia 17, dentro do programa “Sílabas e Sons”, Paulinho Moska apresenta “Os Violões Fênix do Museu Nacional”. Paulinho participou do documentário “Fênix, o Voo de Davi”, produzido e exibido pela GloboNews, que conta um pouco da história do bombeiro subtenente Davi Lopes, que constrói instrumentos musicais a partir de madeiras que sobraram de incêndios, como no caso do Museu Nacional. A partir deste trabalho, Moska se apresentou ao lado de renomados artistas brasileiros, como Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Hamilton de Holanda, Nilze Carvalho e Felipe Prazeres.

Encerrando a programação, na quarta-feira, dia 24, o multiartista Toni Garrido, também no programa “Sílabas e Sons”, fala sobre sua longa trajetória pelas artes, desde a antiga Banda Bel, a Banda Cidade Negra, e atualmente, em carreira solo. Toni, é a voz de inúmeros sucessos, como “Onde Você Mora”, “Pensamento” e “Firmamento”.

O programa conta com a curadoria do professor da PUC Rio, Júlio Diniz, Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas, que também faz a condução dos bate-papos musicais protagonizados por artistas diversos. A Orquestra Jovem de Ouro Preto, apadrinhada pela instituição, se apresenta em todas as edições do”Sílabas e Sons”.

Os ingressos para os eventos culturais são trocados na bilheteria do Museu por 1kg de alimento não perecível ou um agasalho, sempre a partir dos sábados que antecedem as produções. Todas as doações arrecadadas são encaminhadas à Secretaria de Ação Social de Ouro Preto.

O Museu Boulieu, que acolhe a coleção de obras barrocas doada por Jacques e Maria Helena Boulieu, conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Ouro Preto.

Além das mais de mil peças da Coleção Boulieu, estão expostos na instituição duas obras cedidas pela Coleção Ivani e Jorge Yunes, do Programa “Acervos em Diálogo”, além da mostra temporária Aleijadinho – fotografias de Horacio Coppola, realizada em parceria com o Instituto Moreira Salles.

Brigada Orgânica – Museu Boulieu capacita equipe

A 2ª Companhia Operacional do Primeiro Batalhão de Bombeiros Militar de Ouro Preto capacitou a equipe de colaboradores do Museu Boulieu para a formação de uma Brigada Orgânica. A formação, solicitada pela instituição aos Bombeiros, tem o objetivo de tornar o Museu Boulieu um local ainda mais seguro para os visitantes e garantir a permanente salvaguarda da Coleção. Agora a equipe está apta a atuar em situações emergenciais, operando equipamentos de combate a incêndios, auxiliando no plano de abandono, identificando situações de riscos e prestando os primeiros https://edgegroupafrica.com/ socorros.

Danilo Caymmi e Orquestra Jovem de Ouro Preto abrem programação cultural do Museu Boulieu com tributo a Dorival

O Museu Boulieu, a mais nova instituição cultural de Ouro Preto, inicia neste mês a sua programação cultural “Sílabas e Sons”, com um bate-papo musical em tributo ao eterno Dorival Caymmi. O evento, que acontece na quarta-feira, 15 de junho, às 20h, será protagonizado por Danilo Caymmi, maestro Flávio Mendes e a Orquestra Jovem de Ouro Preto e conduzido pelo professor da PUC Rio, Júlio Diniz. Outro destaque na programação será a realização do “Arraial do Boulieu”, no dia 29, a partir das 18h, que será animado pela Quadrilha Pé de Moleque do Bairro Santa Cruz, e as bandas Forró de Bolso e Candonguêro de São João.

De portas abertas há pouco mais de um mês, o Museu já recebeu cerca de 4 mil pessoas e alcançou outras 200 mil virtuais. A inauguração foi destaque na imprensa nacional e internacional, chegando até a França, e conquistando espaço em 180 veículos de comunicação como jornais, revistas, sites, rádios e na TV. O espaço, que acolhe a coleção de obras barrocas doada por Jacques e Maria Helena Boulieu, conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Ouro Preto.

Além das mais de mil peças da Coleção Boulieu, estão expostos na instituição duas obras cedidas pela Coleção Ivani e Jorge Yunes, do Programa “Acervos em Diálogo”, além da mostra temporária Aleijadinho – fotografias de Horacio Coppola, realizada em parceria com o Instituto Moreira Salles.

O tema “Caminhos da Fé” será o fio condutor das atividades educativas do mês, seja nas redes sociais da instituição ou nas atividades presenciais. O foco será mostrar como a religião impulsionou as grandes navegações e consequentemente a disseminação da cultura e arte européia pelo mundo. Estudantes de todas as idades terão a oportunidade de fazer a oficina “Expressões de fé: uma linguagem não-verbal” na qual, por meio da confecção de um Teatro de Sombras, vão entender a importância das imagens para o processo de colonização.

“Reservamos às quartas-feiras principalmente para receber a população de Ouro Preto, justamente por isso a entrada é gratuita, o horário de funcionamento é diferenciado e os eventos são realizados neste dia. O Boulieu é um museu com um acervo internacional, mas pensado para todos os públicos”, explica a diretora da instituição, Edineia Araújo.

Os ingressos para os eventos culturais poderão ser trocados na bilheteria do Museu por 1kg de alimento não perecível ou agasalho, sempre a partir dos sábados que antecedem as produções. Todas as doações arrecadadas serão encaminhadas à Secretaria de Ação Social de Ouro Preto.

Museu Boulieu é inaugurado em Ouro Preto

Localizado no principal acesso ao centro da cidade mineira, ocupando as instalações do antigo Asilo São Vicente de Paulo, o novo Museu Boulieu acolhe a coleção do casal que dá nome à instituição. Com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e projeto de restauração e expografia assinados pelo Instituto Pedra, o novo espaço contribui para reafirmar Ouro Preto como o epicentro da arte barroca brasileira, sugerindo novas perspectivas e novos contextos ao movimento artístico.

A edificação conta com uma área de quase 400m² para exposição no pavimento superior (6 salas) e, no térreo, com saguão de entrada, bilheteria, café/loja, sala multiuso, sala do Educativo, espaços administrativos e reserva técnica.

O museu assume a função pública de preservar, investigar e expor a coleção doada pelo casal Jacques e Maria Helena Boulieu, que reúne principalmente obras de origem asiática e latino-americana, principalmente do período barroco. “O Museu Boulieu se pauta pelos encontros, desde o do casal, até aqueles acarretados pelas grandes navegações europeias. Daí, a propagação da fé e dos impérios. O sincretismo religioso e as diversas culturas nos apontam outros caminhos e olhares”, destaca Luiz Fernando de Almeida, diretor-presidente do Instituto Pedra.

Com curadoria de Angelo Oswaldo, atual Prefeito de Ouro Preto, estarão em exibição 1.050 peças das 2.500 da Coleção Boulieu, entre esculturas, pinturas, objetos e mobiliário, além de duas obras cedidas temporariamente pela Coleção Ivani e Jorge Yunes, inaugurando o Programa “Acervos em Diálogo”. Ao percorrer as salas, é possível conhecer alguns dos desdobramentos do Barroco pelo trajeto histórico-poético proposto pelo curador: A fé e o império conquistam o marO mundo encantado das ÍndiasAmericanos de Norte a Sul sob o sinal da cruzO brilho dos metais e a luz da religiãoA América hispânica e o esplendor do cultoOs engenhos da arte no Brasil açucareiroA palma barroca na mão do povoO eldorado no coração da grande florestaEsfera da opulência e teatro da religião.

No saguão, o visitante poderá conhecer um pouco da história do casal Boulieu e a origem da coleção. No piso superior, na entrada do percurso expositivo, o visitante será recebido pela voz de Maria Bethânia, embalando poemas de Fernando Pessoa e Camões, e imagens que introduzem o novo caminho para as Índias, onde com novos materiais e nova iconografia, o mundo ocidental se encontra e dialoga culturalmente com as tradições milenares locais.

Completa a programação de abertura do novo espaço, a mostra temporária Aleijadinho – fotografias de Horacio Coppola, realizada em parceria com o Instituto Moreira Salles. O conjunto de fotografias retrata as obras do celebrado escultor brasileiro, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a partir da viagem feita por Coppola a Minas Gerais em 1945.

“O Museu Boulieu já nasce como um patrimônio cultural e turístico único de Ouro Preto, do estado de Minas e do Brasil. Esse acervo reverencia nossa história e revela muitas outras, frutos dos muitos encontros que permitiram a sua criação. Um deles com o Instituto Cultural Vale, que tem a honra de ser parte dessa história e de contribuir para que a coleção, compartilhada com tanta generosidade pelo casal franco-brasileiro Maria Helena e Jacques Boulieu, gere novas histórias a partir dos encontros com os públicos que visitarão o Museu”, afirma Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

Histórico do Museu Boulieu

O Museu Boulieu está localizado à rua Padre Rolim, 412, no centro da cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, situado no edifício em que funcionou o antigo Asilo São Vicente de Paulo e em uma edificação anexa em que funcionou a antiga “casa do capelão”.

A origem do conjunto de edifícios remonta ao final do século XVIII, mas o imóvel que hoje é o museu foi construído em 1932 pelos vicentinos, para ser usado como asilo, função que cumpriu até a transferência do complexo hospitalar para o bairro da Bauxita, no final dos anos 2000.

Para efetivar a criação do museu, em 2008 o Instituto Cultural Brasileiro do Divino Espírito Santo (ICBDES), atual Instituto Boulieu, foi criado como personalidade jurídica responsável pelo Museu Boulieu. Em 2012, foi então estabelecido um comodato em que o edifício teve o uso cedido pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto para a criação do museu, cuja justificativa é “promover a cultura e o turismo no Município de Ouro Preto/MG, gerando riqueza e renda para toda a população ouropretana”. O Museu Boulieu foi oficialmente criado através da Lei Municipal n°820 de 21 de dezembro de 2012 e sua viabilização só foi possível com o patrocínio integral do Instituto Cultural Vale através de projeto cultural na Lei de Incentivo à Cultura (também conhecida como Lei Rouanet).

Coleção Boulieu 

Ao longo de mais de 50 anos, o casal de colecionadores Jacques e Maria Helena Boulieu acumulou cerca de 2.500 peças, sendo a maior parte de arte sacra. Parte da coleção foi doada, em 2011, à Arquidiocese de Mariana, atual donatária-proprietária do acervo. Segundo a Escritura Pública de Doação trata-se de “transferência de propriedade e posse, os bens doados são bens fora de comércio, e que devem ser permanentemente expostos no Museu Boulieu”.

Em 2021, o casal doou mais um lote de peças ao museu. Nesse novo lote foram doadas além de esculturas e pinturas de temática religiosa, peças utilitárias, como mobiliário, utensílios domésticos de prataria inglesa e latino-americana, vasos de cerâmica, tecidos andinos, gravuras, fragmentos de entalhes, e há também um pequeno conjunto de peças arqueológicas pré-colombianas. No caso dos Boulieu a coleção é fruto, sobretudo, de um gosto do casal pela prataria e arte sacra barroca, devido à sua religiosidade.

Tendo vivido boa parte de suas vidas entre o Brasil e a França, o casal decidiu doar sua coleção para a criação de um museu em Ouro Preto, devido a seu apreço pela cidade, bem como sua intenção em deixar esse legado como parte do patrimônio local, que com este acervo ganhará uma visão internacional do Barroco.

Instituto Pedra

Instituto Pedra é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que desenvolve ações no campo do patrimônio cultural. Possui projetos nos estados de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo como, por exemplo, o projeto de restauração de fachadas do Edifício Copan e a restauração, com criação de centro cultural, na Vila Itororó em São Paulo; recuperação do complexo arquitetônico e acervo histórico do Palácio Itamaraty no Rio de Janeiro; inventário do acervo de Frans Krajcberg e restauração do Parque do Queimado na Bahia; idealização da Escola de Ofícios Tradicionais de Mariana e a restauração da Igreja de São Francisco de Assis e da Casa do Conde de Assumar, em Mariana, entre outros.

Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. São mais de 200 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org.