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Do tradicional ao inusitado: Museu Boulieu recebe Nelson Ayres e Ricardo Herz para um concerto inesquecível de violino e piano

Uma chance única de ver essa tradicional combinação explorada de forma inusitada por esses ícones da música instrumental

Trilhando caminhos nunca antes imaginados, esses dois grandes músicos encaram o forró, o xote, o samba e o choro numa mistura de maestria e bom humor que já lhe renderam milhares de fãs mundo a fora. Agora, Ouro Preto recebe a apresentação no mais movimentado Centro Cultural da Cidade, o Museu Boulieu, nesta quarta-feira, dia 13 de setembro.

A leveza dessa troca entre gerações resulta em uma conversa entre instrumentos, que se desafiam e propõem alternativas entre si, fazendo do encontro um daqueles momentos memoráveis da música instrumental brasileira atual. Duas gerações com muito em comum: formação, gosto pela improvisação, swing e fluência.

Nelson Ayres é pianista, maestro, arranjador, compositor e referência na música instrumental e na formação de novos talentos. Considerado uma das personalidades mais importantes da música instrumental brasileira contemporânea, foi maestro durante 10 anos da Orquestra Jazz Sinfônica, e regeu orquestras no Brasil e no exterior, como a Orquestra Filarmônica de Israel. Como pianista, liderou Nelson Ayres Trio, ao lado de Monica Salmaso; integra o quinteto Pau Brasil; e se apresenta com o saxofonista John Surman.

Do outro lado, Ricardo Herz. Sua técnica é considerada revolucionário dentro do violino brasileiro, levando o instrumento ao resfolego da sanfona, ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno. O violinista mistura ritmos brasileiros, africanos e a improvisação do jazz.  Em 2021, recebeu o Prêmio Profissionais da Música nas categorias Artista Instrumental e Autor Instrumental. Estudou na Berklee College of Music e no Centre des Musiques Didier Lockwood.

A apresentação conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale, via Lei de Incentivo à Cultura, e apoio do Museu Boulieu. Os ingressos já podem ser trocados na bilheteria do Centro Cultural, durante o horário de funcionamento ao público, por 1kg de alimento não perecível ou agasalho.

Quarteto Horizonte, com Robson Fonseca, se apresenta pela Série Música de Câmara

Projeto com curadoria da Orquestra Ouro Preto é apresentado mensalmente no Museu Boulieu; Quarteto internacional é a atração da próxima quarta-feira, 30 de agosto, às 20h

O Museu Boulieu recebe nesta quarta-feira, 30 de agosto, mais uma atração da Série “Música de Câmara”, projeto da Orquestra Ouro Preto que reúne grandes talentos da música mineira para apresentações intimistas, repletas de excelência e versatilidade. A próxima apresentação do projeto será o Quarteto Horizonte, formação clássica que vem encantando em festivais por toda Minas Gerais. O concerto acontece às 20h com entrada solidária, que pode ser trocada por 1 quilo de alimentos não perecíveis ou um agasalho.

A curadoria da série “Música de Câmara” é assinada pelo maestro Rodrigo Toffolo e a programação ao longo do ano prevê a apresentação de uma série de duos, trios e quartetos formados por artistas que são referência em seus instrumentos e se destacam no universo da música sinfônica ou popular.

Fundado em dezembro de 2013, o Quarteto Horizonte é integrado por Robson Fonseca, um dos principais violoncelistas brasileiros da atualidade, e as polonesas, Ana Zivkovic, primeiro violino, Katarzyna Druzd, segundo violino e Kamila Druzd. Todos se destacam pela exímia formação acadêmica e técnica apurada desenvolvidas no Brasil e no exterior.

As atividades do quarteto iniciaram com um ciclo de concertos na Polônia, realizando, em seguida, apresentações em importantes festivais como o Festival de Gastronomia de Tiradentes, Festival de Inverno de Ouro Branco e Festival de Inverno de São João Del Rei. Em abril, o quarteto se apresentou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais no projeto “Segunda Musical”, e em Patos de Minas, no projeto “Terra sem Sombra”.

O projeto “Música de Câmara” dá continuidade à parceria entre a Orquestra, o Instituto Cultural Vale e o Museu Boulieu. A curadoria vai ao encontro da vocação do espaço localizado na entrada da cidade histórica, valorizando as tradições e a arte barroca, sem perder de vista o olhar contemporâneo

Museu de Mariana é inaugurado para ser nova referência cultural da cidade; complexo conta com o restauro de duas edificações do século 18

O novo equipamento cultural será inaugurado dia 28 de setembro de 2023, às 10h, e já integra roteiro patrimonial e histórico na reabertura da cidade ao turismo

Pouco mais de quatro anos após o início dos trabalhos, o restauro do complexo que envolve a Igreja de São Francisco de Assis e a Casa do Conde de Assumar foi concluído, assim como a implantação do Museu de Mariana, que será oficialmente inaugurado. O projeto foi coordenado pelo Instituto Pedra, em parceria com a Prefeitura de Mariana e a Arquidiocese de Mariana, apoio do BNDES, patrocínio do Instituto Cultural Vale, apoio institucional do IPHAN, e viabilização por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

Localizadas em uma das cidades com maior patrimônio arquitetônico no país, as edificações são exemplares excepcionais da arquitetura colonial brasileira, construídas no século 18, quando Mariana foi também capital de Minas Gerais. Ambos imóveis foram tombados em 1938, no início das atividades do IPHAN e estão inseridas no Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da cidade.

Uma programação especial está marcada para celebrar com a comunidade marianense a inauguração dos equipamentos culturais.

Um museu de cidade

O Museu de Mariana é um museu de cidade, que tem o próprio município como tema central da sua exposição de longa duração. A proposta é de que seja um espaço de formação, debate e proposição, o que requer a participação dos moradores não apenas como espectadores, mas como agentes que possam se expressar e se articular no novo espaço público.

A Casa do Conde de Assumar é a primeira sede do Museu, que terá sua continuidade em uma outra edificação a ser restaurada futuramente, na Rua Direita.

O visitante é convidado a interpretar o passado e pensar o presente tendo como referência a própria cidade. “Costumamos ouvir que uma cidade tombada é um museu; no Museu de Mariana, as relações entre o que está dentro e o que está fora dialogam e se complementam”ressalta Luiz Fernando de Almeida, diretor-presidente do Instituto Pedra.

A edificação é o principal item do acervo do museu, e ela não se restringe aos seus ambientes internos expositivos: o complexo conta também com um café e um jardim a céu aberto, todos acessíveis. “O Museu de Mariana é dedicado aos cidadãos e é inaugurado com o objetivo de se tornar um novo ponto de encontro e lazer para a comunidade. Um espaço para novas histórias, encontros e reencontros com os públicos que o visitarão”, diz Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

O projeto desenvolveu ainda um programa de educação patrimonial, o manual de conservação dos espaços restaurados e um projeto de gestão cultural visando a sustentabilidade do local. Além disso, para atuar na equipe do Museu foram contratados moradores e estudantes de Mariana, reforçando, assim, a inserção do novo equipamento na comunidade.

“A inauguração do Museu de Mariana é exemplo de projeto que está aliado não só à conservação do patrimônio cultural local, mas também ao desenvolvimento social e econômico da região ao reforçar sua atratividade turística. Investir nesse trabalho é investir no próprio povo marianense”, conclui Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Os patrimônios materiais

A Igreja de São Francisco de Assis, construída entre 1762 e 1794, preserva sistemas construtivos tradicionais do período colonial e um acervo artístico ímpar, sendo um dos bens culturais mais visitados na cidade de Mariana até a sua interdição ocorrida em 2013, devido ao risco de desprendimento de peças estruturais do seu arco-cruzeiro. A construção do edifício religioso contou com a participação de notáveis arquitetos e artistas como José Pereira Arouca, Manuel Costa Athaíde, Francisco Vieira Servas e Francisco Xavier Carneiro.

Já a Casa do Conde de Assumar, denominada Casa de São Francisco, possui grande relevância cultural. Com provável construção em 1715 para moradia do governador da Capitania Hereditária de São Paulo e Minas de Ouro – conde Dom Pedro de Almeida e Portugal –, foi posteriormente a residência de Dom Frei Manoel da Cruz, o primeiro bispo de Mariana.

Instituto Pedra

O Instituto Pedra é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que desenvolve ações no campo do patrimônio cultural. Possui projetos nos estados do Pará, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo como, por exemplo, o projeto de restauração de fachadas do Edifício Copan e a restauração, com criação de centro cultural, da Vila Itororó em São Paulo; a recuperação do complexo arquitetônico e acervo histórico do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro; o inventário do acervo de Frans Krajcberg e a restauração do Parque do Queimado na Bahia; a idealização da Escola de Ofícios Tradicionais de Mariana e a restauração da Igreja de São Francisco de Assis e da Casa do Conde de Assumar, em Mariana, entre outros. Visite o site do Instituto Pedra: institutopedra.org.br

Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Nos anos 2020-2022, o Instituto Cultural Vale patrocinou mais de 600 projetos em mais de 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale.

BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sendo o principal instrumento do Governo Federal para financiamento de longo prazo e investimento nos diversos segmentos da economia brasileira. O Sistema BNDES é formado por três empresas: o BNDES e suas subsidiárias – a BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), que atua no mercado de capitais, e a Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME), dedicada ao fomento da produção e da comercialização de máquinas e equipamentos. Visite o site do BNDES: bndes.gov.br

Rodrigo Oliveira e Miriam Bastos se apresentam na Série Música de Câmara

Projeto com curadoria da Orquestra Ouro Preto é apresentado mensalmente no Museu Boulieu; Duo formado por violino e piano é a atração do próxima quarta-feira, 19 de julho, às 20h

O Museu Boulieu recebe nesta quarta-feira, 19 de julho, mais uma atração da Série “Música de Câmara”, projeto da Orquestra Ouro Preto que reúne grandes talentos da música mineira para apresentações intimistas, repletas de excelência e versatilidade. A terceira apresentação em Ouro Preto será do Duo Rodrigo Oliveira e Miriam Bastos, que apresentam um repertório de excelência e versatilidade ao som de violino e piano. O concerto acontece às 20h com entrada solidária, que pode ser trocada por 1 quilo de alimentos não perecíveis ou um agasalho.

A curadoria da série “Música de Câmara” é assinada pelo maestro Rodrigo Toffolo e a programação ao longo do ano prevê a apresentação de uma série de duos, trios e quartetos formados por artistas que são referência em seus instrumentos e se destacam no universo da música sinfônica ou popular.

Rodrigo Oliveira e Miriam Bastos se notabilizam na cena erudita pela grande capacidade técnica e refinamento no trato do instrumento. Violinista com passagem por importantes formações orquestrais, entre elas a Orquestra Ouro Preto, Oliveira vem se destacando desde muito jovem, quando despontou para a música de concerto ainda aos 19 anos. Já a pianista, além da excelência musical, destaca-se como pesquisadora acadêmica tendo se aprofundado, entre outros temas, em Música Brasileira.

Esses dois talentosos artistas se unem para apresentar um surpreendente concerto em duo de violino e piano, conduzindo o público a um instigante repertório com Fritz Kreisler, Beethoven, Piazzolla e outros compositores ilustres. As melodias marcantes e o virtuosismo das obras inspiram intensas emoções que promovem para a plateia uma sublime experiência musical.

“Ao longo da nossa trajetória nos encontramos com uma série de talentos da música de concerto e popular que, agora, através desse projeto, podemos dar ainda mais visibilidade a esses artistas. E ter a oportunidade de reunir o Rodrigo e a Miriam pela programação da Série Música de Câmara é uma forma de presentear o público de Ouro Preto com uma música de extrema qualidade”, afirma o maestro Rodrigo Toffolo, diretor artístico do projeto e regente titular da Orquestra.

O projeto “Música de Câmara” dá continuidade à parceria entre a Orquestra, o Instituto Cultural Vale e o Museu Boulieu. A curadoria vai ao encontro da vocação do espaço localizado na entrada da cidade histórica, valorizando as tradições e a arte barroca, sem perder de vista o olhar contemporâneo.

Lucas Telles Quarteto se apresenta na Série Música de Câmara

Projeto com curadoria da Orquestra Ouro Preto será apresentado mensalmente no Museu Boulieu

O Museu Boulieu receberá a Série “Música de Câmara”, projeto da Orquestra Ouro Preto que reúne grandes talentos da música mineira para apresentações intimistas, repletas de excelência e versatilidade. A segunda apresentação em Ouro Preto será do Lucas Telles Quarteto, encabeçado pelo violonista, compositor, arranjador e produtor musical que dá nome ao grupo. O concerto acontece no dia 5 de julho, às 20h. A entrada é solidária e pode ser trocada por 1 quilo de alimentos não perecíveis ou um agasalho. A curadoria é do maestro Rodrigo Toffolo e a programação ao longo do ano prevê a apresentação de uma série de duos, trios e quartetos formados por artistas que são referência em seus instrumentos e se destacam no universo da música sinfônica ou popular.

Reconhecido no cenário musical de Minas Gerais, o músico foi vencedor por duas vezes do Prêmio BDMG Instrumental e apresenta um repertório autoral que une gêneros brasileiros como choro, samba, jongo, valsa e forró, a influências de diferentes sonoridades, como o jazz, a música de concerto e a música regional brasileira.

“Lucas Telles é um violonista de mão cheia. Ele vem constantemente colaborando com a Orquestra Ouro Preto e sua composição autoral é admirável. Convidar Lucas e seu quarteto para a Série Música de Câmara é uma forma de presentear o público da cidade com uma música de excelência”, afirma o maestro Rodrigo Toffolo, diretor artístico do projeto e regente titular da Orquestra.

O projeto “Música de Câmara” dá continuidade à parceria entre a Orquestra, o Instituto Cultural Vale e o Museu Boulieu. A curadoria vai ao encontro da vocação do espaço localizado na entrada da cidade histórica, valorizando as tradições e a arte barroca, sem perder de vista o olhar contemporâneo.

Percival Tirapeli lança novo livro no Museu Boulieu

 

Na próxima segunda-feira, dia 22 de maio, às 19h, o Museu Boulieu recebe o lançamento do livro “Aleijadinho e Padre Antônio Vieira – A louvação da arte mestiça”, de Percival Tirapeli, escritor especialista em arte barroca latino-americana que muito contribuiu na criação dos textos expográficos do Museu Boulieu.

A obra apresenta um diálogo imaginário entre o escultor barroco Aleijadinho e o padre Antônio Vieira, explorando a arte mestiça brasileira. Tirapeli compartilha sua inspiração e processo criativo no desenvolvimento do poema ao longo dos anos.

Sua admiração pelas cidades históricas de Minas Gerais despertou durante sua primeira viagem em 1968, impulsionando sua paixão pela arte barroca brasileira. Como resultado, o autor ministrou cursos, escreveu livros e analisou obras sacras, consolidando seu conhecimento e experiência.

Com uma escrita poética e 40 ilustrações, o livro propõe um encontro entre dois personagens emblemáticos, mesmo com quase um século de distância entre eles. A obra mergulha na complexidade da arte e do pensamento de Aleijadinho e Padre Antônio Vieira, celebrando a riqueza da arte mestiça.

O designer Guen Yokoyama foi responsável pela visualidade do livro, explorando sua criatividade para criar uma obra única. A escolha cuidadosa da cor esverdeada, que harmoniza com as tonalidades da pedra-sabão, e os closes das fotos que revelam as marcas do tempo nos Profetas conferem um aspecto especial ao livro.

Sobre Percival Tirapeli:

Percival Tirapeli é um renomado autor, artista plástico e especialista em arte barroca latino-americana. Com uma paixão duradoura pelas cidades históricas de Minas Gerais, ele dedicou-se ao estudo e à disseminação do conhecimento sobre a arte e a cultura brasileira. Seus trabalhos anteriores incluem diversos livros sobre arte barroca, análises de obras sacras e cursos ministrados em instituições renomadas. Percival Tirapeli é reconhecido como uma das principais autoridades no assunto.

O Museu Boulieu celebra um ano de atividades com Jorge Vercillo e lançamento do calendário cultural 2023

Uma história de amor, fé e arte que virou museu! Para comemorar o seu primeiro ano de portas abertas para o mundo, o Museu Boulieu, localizado na histórica Ouro Preto, preparou um calendário cultural recheado de programas que valorizam a cultura, a educação patrimonial e a arte em suas mais diversas formas.

No dia 3 de maio, a instituição recebe representantes de veículos de comunicação e a comunidade para uma Coletiva de Imprensa, às 14h30h, onde serão apresentados os programas que serão desenvolvidos no ano, como o Cardápio de Oficinas, o Programa de Acessibilidade Universal do Museu Boulieu, além da exposição temporária “transBordar” e projetos parceiros como o Festival Já Raiou a Liberdade – Os Sons do Brasil, apresentações da Orquestra de Ouro Preto, Projeto Proncovô – iniciativa do Grupo Galpão, e ações culturais diversas desenvolvidas em parceria com o Palácio da Artes. Após, às 20h, o cantor Jorge Vercillo abre a programação cultural do ano no programa Sílabas e Sons do Museu Boulieu, junto a Orquestra Jovem de Ouro Preto.

Jorge Vercillo é um artista multifacetado que celebra mais de duas décadas de carreira repleta de prêmios, álbuns e hits que marcaram gerações de brasileiros. Ele se destaca por sua musicalidade única e versátil, transitando por diversos gêneros musicais, como MPB, Bossa Nova, Jazz e Samba. “Esse show é muito especial para mim, pois me aproxima cada vez mais do meu público, onde canto os meus maiores sucessos com versões bem intimistas e posso apresentar minhas músicas com a forma como elas nasceram para mim”, comentou Jorge.

O Museu Boulieu

Inaugurado em 14 de abril de 2022, o museu abriga a coleção de obras barrocas doada por Jacques e Maria Helena Boulieu e conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O espaço já recebeu mais de 25 mil visitantes e alcançou mais de 1 milhão de pessoas online. O Programa Educativo proporcionou visitas mediadas e oficinas para mais de 5 mil crianças e adolescentes. A instituição promoveu mais de 20 eventos em diferentes formatos e públicos, que arrecadaram aproximadamente uma tonelada de alimentos com o projeto “Ingressos Solidários”, que neste ano celebra os 30 anos do movimento “Quem tem fome, tem pressa”. A iniciativa foi criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, fundador da ONG Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida,  que conseguiu, na época, avanços significativos na luta contra a fome no Brasil.

O Museu Boulieu é um importante espaço de difusão cultural em Ouro Preto e tem como objetivo estimular a reflexão e o diálogo sobre a arte e a cultura de forma inclusiva e acessível. A celebração de seu primeiro ano de funcionamento representa um marco importante para a instituição e para a cultura local.

“O Museu Boulieu já nasceu como um patrimônio cultural e turístico único de Ouro Preto, do estado de Minas e do Brasil. O número de visitantes e todas as iniciativas já realizadas neste primeiro ano reforçam sua importância. Para nós do Instituto Cultural Vale é uma honra ser parte dessa história e contribuir para que tantos encontros aconteçam nesse espaço”, afirma Wagner Tameirão, representante do Instituto Cultural Vale em Minas Gerais.

Calendário Museu Boulieu 2023

A instituição segue fortalecendo as suas ações em busca da Acessibilidade Universal e neste ano lança um programa específico para esse fim. Por meio de audioguias, em Português, Inglês e Espanhol, o Museu permitirá aos visitantes conhecer melhor a história do seu acervo destacando peças-chave da expografia. Além disso, será possível conhecer a coleção por meio da linguagem de sinais, Libras.

Será apresentado também o Cardápio de Oficinas do Museu Boulieu que conta com diferentes atividades voltadas para cada faixa etária e aborda a expografia do museu de forma lúdica e didática. Essa iniciativa tem como objetivo ampliar o alcance da instituição e torná-la cada vez mais acessível para o público em geral, além de fomentar o interesse pela arte em crianças, jovens e adultos.

Neste mesmo dia, será apresentada a exposição temporária “transBordar”, que também integrará a programação da “Semana de Museus”. A mostra é composta por Aguayos, tecidos que fazem parte da Coleção Boulieu provenientes da América Latina que mostram os saberes ancestrais e culturais dos povos originários dessa região. Celebrando a mostra, a instituição recebe Adrián ALive Inca, Arqueomodista e criador da Arqueomoda Andina, que irá falar da importância têxtil para os povos andinos e, pela primeira vez na história do Brasil, vestirá o líder da comunidade Borum-Krem , Danilo Campos (Ouro Preto), com vestimentas que representam a nobreza Inca.

Outro destaque será o lançamento da programação 2023 do programa “Sílabas e Sons”, um bate-papo musical com artistas renomados de várias áreas. O evento é coordenado pelo professor Júlio Diniz, decano da PUC Rio, e tem a participação da Orquestra Jovem de Ouro Preto, apadrinhada pelo Museu Boulieu desde a sua abertura. Os ingressos para o Programa são trocados por 1 kg de alimento não perecível ou um agasalho. As doações são destinadas à Secretaria de Ação Social de Ouro Preto.

Na programação 2023 também foram elaboradas atividades exclusivas para crianças e jovens. O #ClubeBoulieu, com uma apresentação teatral e/ou musical todo terceiro sábado do mês, e uma oficina correspondente ao Cardápio elaborado pela instituição.

Para os jovens, a instituição desenvolverá o programa “Maleta Juventude”, uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho, que tem como objetivo estimular o pensamento crítico e a criatividade por meio de oficinas de produção de podcasts, vídeos e músicas. As oficinas serão baseadas em temas relacionados às juventudes, como identidade, diversidade, cidadania e cultura.

Serviço:

Coletiva de Imprensa: Dia 3 de maio, quarta-feira, às 14h30

Abertura da Exposição “transBordar”: Dia 3 de maio, quarta-feira, às 14h30.

Programa Sílabas e Sons do Museu Boulieu com Jorge Vercillo: Dia 3 de maio, quarta-feira, às 20h.

Endereço: Rua Padre Rolim, 412, Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil

Como chegar: https://goo.gl/maps/mkqNLCxWcy4GWTpQ8

Horário de funcionamento: Segunda-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo: das 10h às 18h. (Entrada inteira: R$10 / meia entrada: R$5) – Quarta-feira: das 13h às 22h (Entrada gratuita). Terça-feira: fechado.

Agendamento de visitas mediadas: educativo@museuboulieu.org.br

Site: https://museuboulieu.org.br/

Instagram/Facebook/YouTube: @museuboulieu

Em tempos de “Santa Semana Santa”, Museu Boulieu recebe a exposição da fotógrafa Ane Souz

A paixão de cristo expressa-se nas ladeiras históricas da antiga Vila Rica. Pelo olhar da fotógrafa de Ouro Preto, Ane Souz, a Semana Santa ganha contornos barrocos e inaugura a programação de exposições temporárias 2023 do Museu Boulieu, Caminhos da Fé.

A mostra “Santa Semana Santa”, que reúne 33 fotografias sobre uma das maiores festividades religiosas do país, será aberta ao público nesta quarta-feira, dia 5 de abril, às 19h. Além de apreciar a beleza desses registros, os presentes poderão saber sobre o processo criativo de captação das imagens, trajetória e inspirações em um bate-papo entre a fotógrafa Ane Souz e o presidente do Instituto Boulieu, Zaqueu Astoni.

“Fico muito feliz em ser a primeira artista de Ouro Preto a expor no Museu Boulieu. Acompanhei e fotografei a elaboração do Museu desde o início e é de minha autoria o registro do casal Boulieu, que abre o percurso da exposição. Com essas imagens, pretendo mostrar um pouco da religiosidade de Ouro Preto, assim escolhi 33 fotografias fazendo referência a idade na qual cristo foi cruxificado”, explica Ane.

Ane Souz é conhecida por seu trabalho de referência na documentação da história e da cultura da cidade de Ouro Preto, primeira cidade do Brasil a ser declarada Patrimônio da Humanidade. Seus projetos, contam com fotografias de monumentos históricos, manifestações culturais e religiosas, parques naturais e outras áreas do município e seus distritos.

Seu acervo de fotografias do projeto “Ouro Preto, por Ane Souz”, disponível na plataforma “Flickr” se tornou um dos maiores bancos de imagens públicas e gratuitas de Ouro Preto, além de ter se tornado uma importante ferramenta de divulgação da cidade histórica e de todo o Estado de Minas Gerais.

A mostra “Santa Semana Santa” poderá ser visitada nos horários de funcionamento do Museu Boulieu. De quinta a domingo das 10h às 18h, e às quarta-feiras das 13h às 21h (entrada gratuita).

A instituição estará aberta durante todo o período da Semana Santa em horário de atendimento normal.

A instituição, que acolhe a coleção de obras barrocas doada por Jacques e Maria Helena Boulieu, conta com patrocínio integral do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Museu Boulieu recebe Noite das Ideias 2023 edição – Ouro Preto

Um evento internacional, anual, dedicado ao livre fluxo de ideias e conhecimento, em sua primeira edição na cidade de Ouro Preto

Com o apoio institucional do Instituto Francês e da Embaixada da França no Brasil, através do Bureau du Livre, a Aliança Francesa de Ouro Preto está organizando diversas atividades no mês de março no âmbito da Noite das Ideias 2023, um evento anual internacional dedicado à livre circulação das ideias e saberes.

O objetivo do evento, criado na França e difundido em diversas regiões do planeta, é proporcionar uma noite de debates e momentos artísticos, a fim de refletir coletivamente sobre a maneira de nos aproximarmos uns dos outros e de imaginar um futuro melhor, com espaços públicos e sociedades mais inclusivas e acolhedoras.

Pela primeira vez, em Ouro Preto, a Noite das Ideias-2023 vai acontecer no próximo sábado, dia 04 de março, às 19h no Museu Boulieu, e promove um debate aberto ao público entre Célia Xakriabá, personalidade indígena recentemente eleita Deputada Federal por Minas Gerais, e o escritor caribenho e francês Malcom Ferdinand, que desenvolve uma extensa pesquisa sobre ecologia e decolonialidade, mediado pelo prof. Alex Bohrer, do Instituto Federal de Minas Gerais.

Malcom Ferdinand estará lançando seu livro intitulado Uma ecologia decolonial, publicado no Brasil pela Ubu Editora em 2022 e primeiro lugar em vendas na Amazon, na rubrica Ciências Ambientais. O livro recebeu o prêmio da Fundação de Ecologia Política de 2019.

Após o debate, a “Bateria Pulsação” da Escola de Samba Acadêmicos de São Cristóvão se apresenta, celebrando a cultura popular de origem africana, gênese do povo ouropretano.

O evento, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, Instituto Federal de Ouro Preto e Instituto Boulieu, é gratuito e aberto ao público, sujeito à lotação do espaço, por ordem de chegada.

Mini-currículo Malcom Ferdinand

Malcom Ferdinand é graduado em engenharia ambiental pela University College London (UCL), doutor em filosofia e ciência política pela Universidade Paris VII, e pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique, atuando no Institut de Recherche Interdisciplinaire en Sciences Sociales (Irisso) da Université Paris Dauphine-PSL (Paris 9). Tem especialização em engenharia ambiental e pesquisa a interação entre o colonialismo e as problemáticas ambientais a partir da situação do Caribe. Em seu livro “Uma ecologia decolonial”, aborda a relação intrínseca entre a questão ecológica e a questão colonial, demonstrando o quanto estão imbricadas tanto em sua origem quanto em suas consequências. O livro, lançado em francês em 2019, foi premiado pela Fondation de L’écologie Politique.

Mini-currículo Célia Xakriabá

Célia Xakriabá assumiu recentemente o posto de Deputada Federal, tendo sido eleita em 2022, pelo PSOL. Ela é mestra em desenvolvimento sustentável pela Universidade de Brasília e doutoranda em antropologia pela UFMG. Célia faz parte da Articulação Rosalino Gomes, presente no Norte de Minas, e é uma das fundadoras da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade. Na Secretaria de Educação de Minas Gerais, atuou para a abertura de escolas indígenas e quilombolas e a reabertura de escolas do campo em todo o estado.

Sobre o Livro: Uma ecologia Decolonial – UBU Editora, 2022

É para cuidar da ferida aberta pelas inúmeras crises engendradas pelo sistema capitalista que o martinicano Malcom Ferdinand propõe uma ecologia decolonial, uma abordagem interseccional extremamente sagaz que reúne o ecológico com o pensamento decolonial, antirracista, em uma crítica contundente ao “habitar colonial da Terra”. Nesta análise urgente, Ferdinand critica o que chama de “dupla fratura colonial e ambiental da modernidade”, de que resultam, por um lado, as teorias ecologistas que desconsideram o legado do colonialismo e da escravidão; por outro, os movimentos sociais e antirracistas que negligenciam a questão animal e ambiental. Como mostra o autor, tal fratura só enfraquece as demandas desses movimentos, uma vez que a exploração do ser humano e da natureza caminham lado a lado. Para tanto, escolhe como centro de seu pensamento as regiões caribenhas, com seus modos de vida crioulos e suas formas de resistência – entre elas a marronagem, uma estratégia de aquilombamento para fora do mundo colonial. Com um prefácio de Angela Davis que situa historicamente o conceito de justiça ambiental, esta obra oferece uma aproximação para pensar um navio-mundo que não mais atire algumas pessoas no porão, condenando-as a uma sobrevida precária sujeita a doenças, fome e morte, enquanto oferece a outras a perspectiva de uma viagem segura e lucrativa no convés, possibilitada justamente pelo assujeitamento daqueles que ficaram condenados ao porão, em uma metáfora do que acontece até hoje na sociedade.

Museu Boulieu abre a agenda cultural 2023 com Davi Moraes e programação de férias para as crianças

Já com as energias renovadas, chegou a hora de dar início à programação cultural do novo ano. A partir do dia 18, o Museu Boulieu estará em clima de férias. Neste dia, às 20h, o músico e compositor Davi Moraes abre uma nova série de bate-papos musicais do Programa Sílabas e Sons. Já a partir do dia 21, começa o #CurtaBoulieu com uma programação especial para as crianças.

Davi Moraes, filho do saudoso Moraes Moreira, irá compartilhar com o público seus sucessos e trajetória de vida. O músico conheceu as artes muito cedo, com apenas 11 anos protagonizou um momento histórico na primeira edição do Rock In Rio, junto a seu pai, Moraes Moreira, se apresentando para centenas de milhares de pessoas ritmos brasileiros, como o Chorinho e o Frevo.

Ao decorrer da carreira imprimiu seus traços autorais em grandes participações e shows de diversos artistas renomados, como Elba Ramalho, Gilberto Gil, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso e outros.  Em seu terceiro disco de estúdio, “Tá em casa” (2017), notória se torna a junção de toda sua experiência em quase 30 anos de carreira, proporcionando ao ouvinte uma imersão ao seu mundo único e plural.

#CurtaBoulieu

Dando continuidade a programação de férias, a instituição realiza a primeira edição do #CurtaBoulieu, com atividades culturais e educativas especialmente pensadas para os pequenos de 6 a 12 anos, como Jogos da Memória, HQs, Caça ao tesouro, todas envolvendo o enredo expográfico do Boulieu.

A programação infantil começa no sábado, dia 21, às 11h, com o espetáculo “Nós e as florestas”, recheado de aventuras, músicas e formas animadas, envolvendo as crianças na luta contra o desmatamento e as queimadas.

As atividades educativas acontecem nos dias 25, 26 e 27 de janeiro. Das 10h às 12h30 para as crianças de 6 a 8 anos e das 14h às 16h30 para os pequenos de 9 a 12 anos.

O espetáculo infantil “Griô: tambores, princesas e baobás”, finaliza a programação do #CurtaBoulieu, no dia 28, às 11h.

As inscrições para o #CurtaBoulieu estão sendo realizadas pelo formulário também disponível no site www.museuboulieu.org.br e nas redes sociais @museuboulieu. Toda a programação é gratuita e assim como a instituição, conta com o patrocínio integral do Instituto Cultural Vale.

SERVIÇO – Programação do #CurtaBoulieu

18 de janeiro – Sílabas e Sons com Davi Moraes e Orquestra Jovem de Ouro Preto

21 de janeiro – 11h Espetáculo Infantil: “Nós e as florestas”

28 de janeiro – 11h Espetáculo Infantil: “Griô: tambores, princesas e baobás”

Dias 25, 26 e 27 de janeiro

Programação Educativa das 10h às 12h30: faixa etária – 6 a 8 anos

– A reconquista do tesouro perdido

– Expressões de fé: uma linguagem não verbal

– Manifestações vivas da fé

Programação Educativa das 14h às 16h30: faixa etária – 9 a 12 anos

– A reconquista do tesouro perdido

– HQ: Os andes e seus signos

– Memória e Sincretismo

Mais informações: educativo@museuboulieu.org.br